24 de abril de 2016

Filme: O Impossível


           Neste final de semana decidi assistir um filme que eu estava adiando muito para ver: "O impossível". Eu sabia que ia me afetar muito, pois se trata de um filme que conta a história real da família Alvarez Belón (retratada no filme como Bennet) que estava na Tailândia passando as férias de Natal, quando o Tsunami de 2004 atingiu a costa do país. Lembro que na época eu fiquei bem impressionada com a tragédia, e tive muito medo, pois nunca tinha ouvido falar em algo parecido. 
          Maria, a mãe da família, e seu filho Lucas se separam do marido e seus outros dois filhos, e acaba machucando muito com o impacto da onda. As cenas são impactantes, e me deram muita aflição, pois me coloquei no lugar deles naquele momento.
           O filme mostra o impacto da onda naquela população, e como foi o caos no meio dos sobreviventes em hospitais e abrigos e o desespero das pessoas procurando por parentes perdidos.
            Você deve estar pensando que é um filme muito triste, cheio de mortes e coisas ruins. Realmente o é. Mas a mensagem que passa é muito maior do que tudo isso. Penso que toda a produção foi muito feliz em retratar a história dos Belón, e foi bem realista. Me senti no meio daquilo tudo e o mais lindo foi ver a solidariedade do povo, que em meio a tanto medo e pavor, souberam ser fortes e caridosos com o próximo. Retrata a fragilidade do ser humano e a grandeza que nós somos no meio da dificuldade.
               
Família Bennet (no filme), durante a noite de Natal, antes do tsunami.
                 Se fosse para dizer o que mais me "fisgou" nesse filme, eu diria que foram muitos aspectos e cenas, claro, mas ficaram duas cenas que traz muita lição para a vida, e já aviso de antemão que contém SPOILER até o fim deste parágrafo: 1. Aquela cena que Maria e Lucas estão andando pela água suja e encontram uma criança clamando pelos pais. Lucas não queria ir atrás dela, mas Maria insistiu questionando-o com a frase "E se fosse um dos seus irmãos?". E então eles decidem ajudar Daniel, uma criança de mais ou menos 4 anos. 2. A segunda cena, foi quando Lucas, já no hospital acompanhando sua mãe que estava muito mal, encontra Daniel (pois tinham se separado) na companhia de um adulto que parecia ser seu pai. E depois no final do filme, Lucas conta para sua mãe a notícia de Daniel, e ela chora muito de emoção, por ter ajudado aquela criança.

Lucas e Maria após a onda.
               Pra fechar esse post, queria dizer que nunca vi tanta criança fofa em um filme só, e isso com certeza foi uma das coisas que contribuiu para me deixar uma manteiga derretida, pois a atuação dessas crianças foi demais. Eu nunca chorei tanto em um filme, e parecia que as lágrimas pulavam dos olhos. Descrever esse filme em uma palavra seria a coisa mais difícil do mundo, mas eu definiria em emocionante, impactante, triste, dramático ao extremo e ao mesmo tempo lindo.
             Pela história, produção, atores, cenas, sonoplastia e efeitos especiais, minha nota é 4 estrelas. Recomendo muito! Mas já aviso para separar os lenços e se preparar psicologicamente para o drama.
       ★
          Espero que tenham gostado da dica, e se assistirem, voltem aqui para me contar o que acharam.
          

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Resenha: Jogos Vorazes (Filme)

            

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