16 de janeiro de 2016

E "Além do Tempo" acabou....

        
        Há muito tempo não se via novela assim tão boa. Mas porque será que fez tanto sucesso? Seria a abordagem de almas gêmeas? 
       Acredito que sim, mas não só por isso. Elizabeth Jhin, autora de "Além do tempo" abusou dos diálogos entre relacionamentos, trazendo mais pra realidade um ar romântico, e com detalhes sensíveis que só ela tem o dom de mostrar. Além disso, o elenco escolhido a dedo e com um tiro certeiro, fez com que nos emocionássemos a cada capitulo. Realmente se via uma trama de personagens, e foi fácil se apaixonar por cada núcleo da novela.


        "Além do tempo", de temática espírita, começou em uma época muito distante da nossa, em meados de 1800, entre carruagens, condes, condessas, amores complicados, vinganças, ódio e também humor. Quem não deu risadas com a Bianca e Felícia? Quem não chorou nas cenas de Emília, Lívia e Vitória? Quem não se derreteu nas cenas de amor de Felipe e Lívia? Foram muitas as emoções.
Cena do antes e depois. Encontro e reecontro entre avó e neta.
O encontro e reencontro de um amor além do tempo. Antes e depois.
            A primeira fase se foi, e ficamos somente na saudade e vontade de quero mais. A cena final foi perfeitamente bem feita e emocionante, tirando choros e arrepios de quem a assistia. Já na segunda fase, Elizabeth não deixou a desejar e continuou o belo trabalho na mesma vibração, com aproximadamente 150 anos de diferença e outras vidas, mas com as mesmas almas. A autora decidiu continuar com os mesmos atores e mesmos nomes para não confundir o telespectador. As almas voltaram a se reencontrar para perdoar, para amar e para resgatar pendências do passado que eles nem imaginavam. E assim foi feito. Resumidamente, as almas que não se perdoavam, voltaram mais próximas, houveram alguns intempéries e no final se perdoaram. Os amores do passado se reencontraram e se amaram novamente. O que era pai voltou como tio. O que era mau evoluiu e se curou, mas por outro lado, outro que também era mau não se redimiu. Assim parece ser os mistérios da vida.

      Sobre o tema de reencarnação, Irene Ravache em entrevista para o Almanaque da Cultura disse: "Ele agrada até quem não acredita. Esse tema vem recheado de esperança, de possibilidades, de uma nova vida. Então, mesmo que você não acredite, você pode usar na sua própria vida", e acrescentou: "Às vezes temos uma amizade que deixamos pelo caminho. Pessoas muito próximas acabam se distanciando pela correria da vida mesmo. E uma novela com esse tema dá essa chance de pequenas reparações, um novo olhar sobre as pessoas".
           Em quase todas as cenas, a personagem de Othon Bastos, o Mestre, disse pensamentos de muita sabedoria e aprendizado para todos nós, e que nos fizeram refletir. 
Ator Othon Bastos, em Além do tempo. Clicando na foto você confere as melhores frases do Mestre na novela.
          Infelizmente a novela acabou. Tudo foi lindo. A sonoplastia, fotografia, elenco, figurino, cenas...tudo! Difícil dizer qual núcleo eu gostei mais, ou qual ator/atriz trabalhou melhor. Para mim, todos foram igualmente muito bons. 

          No último capítulo teve direito a sequestro, ameaças, morte, casamentos, gravidez, cura, perdão, redenção, alegrias, mensagem de Chico Xavier e muita emoção e lágrimas nos olhos dos telespectadores.
             Por mais novelas assim, mais humana, mais sensível e mais espirituosa. É por meio da arte que podemos ficar mais próximos de Deus e seus ensinamentos, e essa novela "lacrou"!

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